Todos temos memórias de caminhos. Durante os primeiros anos da escolaridade fiz o mesmo entre a minha casa e o Colégio Damião de Gois situado a meio da inclinada calçada que ligava a vila baixa à vila alta. Porque a minha memória fica sempre perdida no tempo não me lembro do primeiro dia mas o caminho, esse, ainda é o mesmo. Saia do Bairro do Areal seguindo a rua escura por estreita que se destapava mais à frente no sítio do marco do correio, iluminando o rio logo ali. Cami nhava no sentido de quem segue para o mar sempre pelo passeio empedrado. Vai pelo passeio de pedra ensinou-me minha mãe por uma questão de segurança não fosse o diabo tecê-las e caísse, um dia, pela ribanceira abaixo e me afogasse. Só quando ganhei confiança me atrevi a correr no da esquerda, perigoso quando chovia cheio de lama. Depois da minha casa, a cerca de 80 metros estava a porta de onde saía a Teresa, minha companhia diária. Nasceu dois dias depois de mim. Era linda naqueles olhos azuis e ca...
Todos temos memórias de caminhos. Porque a minha fica sempre perdida no tempo não me lembro do primeiro dia na escola primária